Thiago Calzada

Descomplicando o AVC

Descomplicando o AVC

O AVC continua sendo uma das principais emergências médicas no Brasil e no mundo. Em 2025, o país registra uma morte por AVC a cada seis minutos.  Isso mostra com clareza que conhecer os sinais, agir rapidamente e adotar medidas preventivas não é opcional, é urgente.

Como suspeitar de um AVC?

Um AVC geralmente aparece de forma súbita. Os sinais mais comuns são fraqueza ou dormência de um lado do corpo, dificuldade para levantar o braço, desvio na boca, dificuldade para falar ou compreender, visão turva ou perda súbita da visão, tontura intensa, queda ao andar ou desequilíbrio, e dor de cabeça forte sem causa aparente.

Em caso de qualquer dúvida diante desses sintomas, procurar atendimento médico imediato é a única saída.

Em AVC, quanto mais rápido o atendimento, maiores são as chances de melhor recuperação. 

Como prevenir?

Prevenir um AVC depende de manter hábitos saudáveis e controlar fatores de risco. As principais causas identificadas pela saúde pública incluem:

1
Hipertensão
5
Obesidade
2
Diabetes
6
Sedentarismo
3
Colesterol Alto
6
Sedentarismo
4
Tabagismo
7
Consumo Excessivo de Ácool
4
Tabagismo
>
Entre outras causas

Manter a pressão arterial sob controle, praticar atividade física regularmente, cuidar da alimentação, evitar o tabaco e fazer acompanhamento médico frequente são práticas que reduzem muito o risco. Guidelines recentes reforçam que essas medidas não devem ser vistas como opcionais, elas fazem diferença real. 

Algo importante de destacar: o AVC não escolhe idade.

Apesar de a incidência crescer com o envelhecimento, mais de 60% dos casos ocorrem em pessoas com menos de 70 anos, e uma parcela significativa em pessoas abaixo dos 50 anos também.  Isso reforça a ideia de que a prevenção deve começar cedo, sem esperar sinais claros.

Tive um AVC, e agora?

Se você ou alguém próximo já sofreu um AVC, o primeiro passo é entender que cada caso é único. O tipo de AVC (isquêmico ou hemorrágico), a gravidade, os danos e o tempo desde os sintomas influenciam diretamente no tratamento e na recuperação. 

O tratamento agudo pode incluir medicações para dissolver coágulos, procedimentos endovasculares ou cirurgia, dependendo do caso. Quanto mais rápido for o tratamento, melhor a chance de minimizar sequelas.  Depois, a reabilitação, com fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, costuma ser essencial para recuperar funções motoras, de fala ou coordenação.

Também é fundamental agir sobre os fatores de risco. Isso significa controle rigoroso da pressão, hábitos saudáveis, exames periódicos, apoio psicológico e acompanhamento neurológico constante. A adesão ao tratamento e às orientações médicas faz grande diferença na qualidade de vida pós-AVC.

Por que saber disso faz diferença?

O AVC não é apenas um dado estatístico, é uma ameaça real que pode atingir qualquer pessoa. Saber identificar um AVC, agir rápido, adotar hábitos saudáveis e manter acompanhamento médico pode salvar vidas e reduzir drasticamente as chances de sequelas graves.

Informação embasada e atitude responsável são o melhor caminho para proteger sua saúde e a de quem você ama.

Sobre

Dr. Thiago é neurologista e neurorradiologista intervencionista. Com 16 anos de experiência, coordena o Serviço de Neurologia do Hospital Santa Helena e integra equipes de referência em Goiânia, com atendimentos também em Anápolis, Ceres e Itumbiara. Membro titular da SBNR, atua com neurocirurgia endovascular por cateterismo cerebral, com foco em diagnóstico preciso e técnica rigorosa.

Contato

Rua T-29, Goiânia/GO
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